Bombeiro Manel


bombeiro manel


Avivar a memória

De quando em quando é importante lembrar, para os esquecidos, para os ignorantes ou para os novos algumas coisas do passado que se repercutem no presente.
Lembro aqui o cardiologista Rocha da Silva, primeiro presidente do Serviço Nacional de Ambulâncias (SNA), a que o INEM sucedeu, que foi de fato o grande impulsionador de um novo serviço, então inédito em Portugal e que ficou para a história, para o presente e para o futuro. Estarão lembrados que, desde logo, se contou com a participação dos bombeiros, então na lógica de cobrir os principais eixos viários que atravessavam o país. A PSP e a GNR foram também chamadas a intervir. No caso da PSP, quer em Lisboa, quer o Porto onde havia sido criado o então chamado 115. No caso da GNR, que pouco durou, noutras zonas do país.
Mas, pouco a pouco, tudo foi evoluindo marcado pelo desempenho crescente dos bombeiros no sistema e, inclusive, com a entrega a estes das ambulâncias que antes a GNR operava.
O alargamento da rede de postos de emergência médica (PEM) ocorrido a partir de 1980 correspondeu a um enorme salto qualitativo na prestação do socorro que então se verificou em Portugal. Neste domínio, os bombeiros tiveram um papel fundamental. Na realidade, se não fosse a sua participação ativa e interessada, porventura a evolução do sistema teria sido muito mais lenta e com menos nível de eficácia.
E quando foi necessário seguir os exemplos pioneiros, quer de Cascais, quer do Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, do lançamento dos carros rápidos médicos (agora VMER) fora de Lisboa e Porto, lá estiverem mais uma vez os bombeiros presentes para os guarnecer e dar sustentabilidade operacional a mais essa aposta. Isto quando, inclusive, é bom que se dia para não faltar à verdade, os enfermeiros se esquivaram de guarnecer as viaturas.
Estamos perante uma realidade de presente e de futuro (SNA/INEM) que nunca poderá enjeitar nem esquecer a grande força que a alimentou e deu pernas para andar: os Bombeiros.