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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

segunda-feira,

21/08/2017

11:05

BATALHA

Novo ciclo traz mudanças

05/02/2016 10:36:48

Nos últimos dois anos, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Batalha tem vivido uma espécie de revolução tranquila, que mobiliza dirigentes e operacionais, no desígnio comum de acrescentar critérios de excelência ao serviço prestado às populações neste concelho do distrito de Leiria.

Neste novo ciclo de todas as mudanças, preparação, motivação, entrega e união são mais que meras palavras de ordem, são divisas que todos, dentro e fora do quartel, tudo fazem por honrar.

 

Sofia Ribeiro (texto)

Marques Valentim (fotos)

 

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É sob o espetro da mudança que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Batalha se dá a conhecer. Direção e comando uniram esforços para dar novo rumo à instituição, conseguindo, desde logo, mobilizar o corpo ativo, ávido em contribuir para o engrandecimento e dignificação da causa.

Identificadas as necessidades, consideradas as expectativas dos cerca de 100 homens e mulheres que servem o quartel-sede e a secção destacada se S. Mamede, restou à equipa encabeçada por Francisco Freitas “arregaçar as mangas” e trabalhar, muito e em várias frentes.

bata1.jpgEra necessário formar, equipar e garantir os meios imprescindíveis para a qualidade do serviço prestado pelos bombeiros, conforme sublinha o comandante Fernando Bastos, considerando que, em curto espaço de tempo, “muito já foi feito”,

Em apenas dois anos a direção investiu na aquisição de novos equipamentos de proteção individual, em material de desencarceramento e intervenção urbana, uma ambulância de transporte de doentes, e ainda num de trator e ainda em dois geradores. Em paralelo, apostas na formação dos bombeiros nas mais distintas valências, que aliás permitiu a criação de uma equipa de Salvamento em Grande Ângulo. Esta “intervenção de fundo” contemplou também melhoramentos no quartel e a modernização do sistema informático.

bata3.jpgPara uma segunda fase, está ainda prevista a subsituação do veículo de comando que apresenta problema de segurança, e o início do processo de renovação do parque de viaturas, uma aspiração justa, mas ainda demasiado onerosa, que só poderá ser concretizada ao abrigo de programas de financiamento.

“Tem de facto, a direção tem estado sempre atenta e disponível para dar resposta às solicitações do corpo de bombeiros”, reconhece o comandante, sublinhando que “apesar das despesas de funcionamento serem grandes, tem havido investimento.

“Estamos cá há pouco tempo, mas não nos falta vontade de trabalhar, de deixar obra”, sustenta e acrescenta o presidente.

Outra das prioridades desta equipa assenta na projeção da instituição para o exterior, apostando na recuperação da notoriedade perdida nos últimos anos.

“Temos agendados vários eventos, com o intuito de dar visibilidade à instituição, algo que estava adormecido… ou nunca existiu”, assinala Francisco Freitas, defendendo que “os tempos mudam e os bombeiros têm que se adaptar às novas realidades” e que essa projeção para o exterior poderá, mesmo, despertar os mais jovens para a causa”, reforça o dirigente dando conta de ações em escolas, empresas e instituições concelhias, no âmbito da proteção civil e dos primeiros socorros, que “permitam formar e envolver a comunidade”.

“Estamos a trabalhar para o futuro, tentando passar a mensagem de que esta equipa está a trabalhar em prol dos cerca de 16 mil habitantes do município”, afirma o presidente, ainda que reconheça ser esta uma missão espinhosa, porque na realidade a associação, “durante muitos anos, esteve afastada da população, nunca se deu a conhecer”

Direção e comando salientam a parceria com a Câmara Municipal da Batalha, que embora sempre atenta aos problemas dos bombeiros, colabora “com o que pode, até porque são muitas as limitações orçamentais do município”. Os apoios escasseiam, ainda assim, Francisco Freitas não esquece alguns contributos, ainda que pontuais, das quatro juntas de freguesia do concelho, da Caixa Agrícola, e de “uma meia dúzia de empresas locais”.

bata5.jpg“As empresas começam a despertar para a realidade dos bombeiros e, sempre que solicitadas, colaboram com associação, não com verbas pecuniárias, mas em géneros, com equipamentos ou materiais”, reforça o dirigente.

O voluntariado é, sem dúvida, o ativo mais valioso desta instituição com 38 anos de existência, segundo realça o comandante falando de um grupo “muito ativo, que se empenha, que se orgulha de ser bombeiro”, e assegura ainda “todo o serviço noturno”. Ainda assim, Fernando Bastos, revela preocupações, denunciando a crescente dificuldade em recrutar novos bombeiros, uma questão que direção e comando vão tentar ultrapassar com trabalho nas unidades de ensino local e ainda promovendo “iniciativas várias” que permitam despertar o interesse dos mais jovens pela “vida de bombeiro”.

A missão não é fácil, mas esta equipa tem conseguido superar os obstáculos com uma estratégia mobilizadora cujo sucesso depende da entrega de todos, dirigentes e bombeiros que, na verdade, tiveram um papel preponderante neste auspicioso ciclo de mudança que promete dar novo alento aos Voluntários da Batalha.

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