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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

terça-feira,

26/09/2017

13:33

CANTANHEDE

A bem dos bombeiros tudo é possível

02/10/2014 11:22:17

CANT_5.jpgA centenária Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede (AHBVC), fundada a 24 de agosto de 1902, sempre se adaptou aos novos desafios e realidades, assumindo-se, hoje, como uma instituição ainda mais “viva” e com engenho para “fazer acontecer”.

 

Texto: Sofia Ribeiro

Fotos: Marques Valentim

 

Basta consultar as páginas das últimas edições do Jornal Bombeiros de Por­tugal para confirmar que no quartel dos Voluntários de Can­tanhede há espaço para todo o tipo de atividades, num frene­sim que extravasa, aliás, os do­mínios da instituição e chega a todos cantos e recantos do con­celho,

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Direção e comando dão o rosto por um enorme e unido grupo determinado em garantir excelência a todas as missões, quer a nível operacional, quer nas vertentes mais associativas e de proximidade com a comu­nidade.

Sem descurar a proteção e socorro às populações, um total de 118 operacionais desdo­bram-se em várias outras ações nos domínios da divulgação do trabalho da instituição, sensibi­lização, formação e informação dos cidadãos. Esta ligação às gentes da terra traduz-se em todo o tipo de apoios e contri­butos e “cada vez mais associa­dos”, como revela o comandan­te Jorge Jesus.

A Câmara Municipal de Can­tanhede não escapa a esta ver­dadeira onda de apoio à asso­ciação e ao corpo de bombei­ros, cumprindo com todos os acordos estabelecidos, mas também com a disponibilidade para ouvir, analisar e validar to­das as propostas que promo­vam e beneficiem os bombeiros do município,

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Da mesma forma, também as empresas da região há mui­to firmaram contratos de coo­peração com os voluntários, que “recusam andar de mão estendida” e “começar por dar, antes de receber”. Nesse senti­do, a instituição já assegurou a formação de centenas de tra­balhadores de vários setores de atividade e, em troca, ga­nhou um número expressivo de “Sócios-empresa”.

CANT_4.jpgPara além destas iniciativas, muitas outras de índole des­portiva, cultural, recreativa ou até gastronómica, integram um amplo e diversificado pro­grama de atividades que asse­gura recursos importantes para formar e equipar o efeti­vo.

São grandes os desafios deste corpo de bombeiros num território com 14 freguesias e mais de 37 mil habitantes. A importante mancha florestal, os vários polos industriais e as praias apresentam riscos que exigem uma forte aposta na formação alicerçada num com­pleto e rigoroso plano, que “é cumprido à risca”.

A proteção individual dos homens e mulheres do quartel de Cantanhede, determinam grandes investimentos, porém “mais que justificados” até porque a segurança dos bom­beiros “não tem preço”.

Numa outra vertente, o co­mandante salienta também que o parque de viaturas dá garan­tias de operacionalidade;

CANT_1.jpg“Contamos com mais de 50 viaturas. Conseguimos, nos úl­timos anos, não só reforçar como renovar a frota, nas áreas da saúde e de combate a incên­dios” garante Jorge Jesus, ain­da que reconheça a necessida­de de um novo Veículo Urbano de Combate a Incêndios (VUCI) e de mais duas ambulâncias, la­cunas que, certamente, serão supridas em breve.

Já na Seção Destacada da To­cha, criada em 1996, e, atual­mente, com uma guarnição de 26 bombeiros dispõe de “uma viatura de cada valência”, o que permite reforçar e otimizar a atuação dos Bombeiros de Can­tanhede.

Refira-se que, para além do enorme volume de ocorrências diárias, durante todo o ano - “cada vez mais” -, no verão este corpo de bombeiros ainda assegura a vigilância das praias e piscinas fluviais, integra o Dispositivo de Combate a In­cêndios Florestais e, entre mui­tos outros serviços prestado à comunidade, ainda disponibiliza um efetivo diário de 25 opera­cionais e três viaturas à Expofa­cic, o mais importante certame da região, que no mês de julho leva milhares de visitantes a Cantanhede,

Tão grande capacidade de resposta só é possível com mui­ta organização, “empenho do corpo de bombeiros” e a “com­preensão das suas famílias”, faz questão de salientar o coman­dante.

CANT_2.jpgTambém Hugo Oliveira, Co­mandante Operacional Munici­pal, de visita ao quartel, reco­nhece o “trabalho, a todos os títulos, notável da direção e do comando”, bem como “os ele­vados níveis de motivação do corpo ativo”, desta forma diz ter a sua missão facilitada, ali­geirada por uma sólida parce­ria.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede pode, ainda, orgu­lhar-se da sua fanfarra abri­lhantada por cerca de meia centena de elementos com ida­des compreendidas entre os 5 e os 70 anos, “com muitos jo­vens”, que já no próximo ano serão convidados a ingressar na Academia de Infantes e Cade­tes e a dar o “pontapé de saída” a um novo projeto da institui­ção.

A assinalar o 112,º aniversá­rio, esta é uma associação que não acusa qualquer desgaste é, aliás, exemplo de rejuvenesci­mento, “fenómeno” que Jorge Jesus atribui ao “excelente rela­cionamento entre o comando e a direção”, salientando entrega do presidente Adérito Machado a esta nobre causa.

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