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Capa do jornal "Bombeiros de Portugal"

Director: Rui Rama da Silva

segunda-feira,

17/12/2018

16:49

Fogo lá fora alerta especial em Portugal

03/08/2018 10:27:06

E o mundo voltou a assistir, incrédulo, à fúria do fogo que, em julho deste ano, voltou a matar quase uma centena de pessoas na Grécia e cerca de uma dezena nos Estados Unidos e a provocar uma verdadeira hecatombe na vida de milhares das famílias, avultados prejuízos na economia das nações e colossais prejuízos ambientais, designadamente na Suécia, que, surpreendentemente, – ou não – este ano entrou para a negra lista de territórios vulneráveis às chamas.


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Lá, como cá, não tardaram os especialistas em (quase) tudo para tentar todas as explicações, ainda que este seja um processo complexo, que origina troca de acusações de toda a índole, falhas humanas e erros políticos, ainda que por lá existam os meios e os tais profissionais e por cá “fazedores de opinião”, em 2017, proclamaram não existirem.


Não obstante as diferenças, não faltaram comparações entre a tragédia Grega e os calamitosos incêndios que em junho e outubro do ano passado enlutaram a nação, ainda que análises detalhadas em infindáveis horas de tempo televisivo tenham servido para pouco mais do que expor tragédias pessoais e evidenciar todas fragilidades. Em Mati e em Rafina falhou tudo e, na verdade, o desordenamento e a generalizada desorganização foram apenas o combustível para a ignescência, obviamente, ampliada pelas adversas condições meteorológicas, mas também pela impreparação das populações para enfrentar estes perigos e, certamente, pela tímida reação das autoridades antes, durante e no pós-incêndio.


Lá como cá exigem-se mudanças, estratégia, políticas que permitam responder a fenómenos cada vez mais frequentes, potenciados, não só, pelas alterações climáticas, mas também por inércia ou negligência humanas.


Por estes dias, Portugal cumpre regras impostas pelos alertas da meteorologia. O verão parece ter perdido a timidez e promete chegar “com tudo” e fazer disparar o mercúrio dos termómetros. Ao fecho desta edição, vigorava o estado de alerta especial do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS), por isso mesmo, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC)  todos os meios terrestres e aéreos estão disponíveis e os operacionais em prontidão para toda e qualquer eventualidade, num esforço nacional que une os vários agentes envolvidos em ações de prevenção e no ataque naquele que é o primeiro teste ao Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), que, este ano, apresenta não apenas nova designação mas, também, um conjunto de alterações e de novas apostas.


Ainda na senda dos “culpados”, Portugal procura aplicar os dolorosos ensinamentos da tragédia do ano passado, corrigir erros e utilizar novas estratégias na salvaguarda da vida e dos haveres das populações para que, de facto, e na prática, “nada a volte a ser como antes”.


Sendo “Portugal sem fogos é uma missão de todos”, importa que cada um de nós assuma o seu papel na prevenção e no apoio aos operacionais envolvidos neste desígnio nacional especialmente aos bombeiros, porque na realidade e conforme, ainda há poucos dias, sublinhava o comandante operacional nacional da ANPC, José Duarte da Costa, são eles, os bravos soldados da paz que “quando tudo falha” estão na primeira linha dos mais duros e arriscados combates.


                                                                                                                                                           Sofia Ribeiro

 

 

 

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